Terça-feira, 05 Abril 2016
O potencial empreendedor  brasileiro
A pesquisa realizada pela Serasa Experian e comentada no Jornal do Comércio do dia 27 de março, aponta que em janeiro deste ano foram abertas mais de 160 mil empresas no Brasil, o que representa uma alta de mais de 10% comparado com o mesmo mês em 2015.

De acordo com estes dados, imaginem se nossa economia estivesse em um clima considerado favorável, se a burocracia e a complicação tributária existente no país fosse mais amigável ao empreendedor! É provável que muitos dos empregos perdidos nas pesquisas do IBGE não teria sido tão forte como se tem observado.

Mesmo que pudéssemos pensar que o atual ritmo de desemprego pudesse estar levando a essa postura dos empreendedores não podemos negar o sentimento natural do brasileiro em ser empresário.

O texto também informa que os microempreendedores individuais (MEI) tiveram alta anual de 14.8% na abertura de empresas em janeiro, para 137.301 unidades, o que representa 82.40% do total de companhias criadas no mês.

A participação desse tipo de empresa vem crescendo fortemente desde 2010, e, em janeiro de 2015, elas representavam 79,2% do total.
Diante dos dados, o brasileiro vem mesmo transformando a CRISE em CRIAÇÃO de novos negócios. Porém, para que possamos aproveitar mais essa tendência, basta que essa enorme tempestade política do nosso Brasil se acomode e que se fomente mais o ânimo e as facilidades para que o mundo dos negócios evolua em beneficio da sociedade e do país.

O Estado não vai poder fugir de repensar o que hoje é exigido das empresas em termos de burocracia, complexidade em atendimento dos aspectos fiscais e tributários, além dos encargos que oneram a folha de pagamento praticamente inviabilizando a criação de empregos quando falamos em pequenas e médias empresas.

Ademais, o Brasil continua na contra mão da história aplicando os juros mais altos do mundo e com isso deixando os negócios em situação muito delicada. Ainda assim, com base no que as pesquisas nos mostram, sim, é possível favorecermos os negócios e com isso gerar bom ventos à nossa sociedade e ao nosso país.