Blog da Gerencial

A carga tributária no Brasil

Jornal de Colombo 18/01/12 em Quinta, 19 de Janeiro de 2012, 09:34 h

 

Eles defendem a necessidade de uma revisão no sistema tributário com a diminuição de impostos em vários setores.

 

 A atual carga tributária do país foi criti cada durante debate na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Representantes do Insti tuto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Sebrae e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) disseram que ela é um entrave para o crescimento econômico. Eles defendem a necessidade de uma revisão no sistema tributário com a diminuição de impostos em vários setores.

 

Os representantes do Ipea, Cláudio Hamilton Matos dos Santos, do Sebrae, Bruno Quick, e o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, afi rmaram que além de alta, a carga tributária incide mais sobre os cidadãos de menor poder aquisiti vo. Os mais pobres pagam proporcionalmente mais tributos, os mais ricos, notadamente não assalariados, encontram maneiras de evitar a tributação. Cerca de 40% do valor dos produtos comprados pelos brasileiros são impostos.

 

Imaginando que uma pessoa compra um refrigerador por R$ 1.000,00, ela poderia pagar R$ 600,00 pelo mesmo produto. Sobrariam R$ 400,00 para a compra de outros produtos. Além disso, na maior parte, as compras são feitas parceladas e com alta taxa de juros.

 

E se não bastasse, em muitos casos, são embuti das taxas de garanti as complementar que nem sempre são avisadas pelos clientes. Segundo Cláudio Santos, o sistema tributário brasileiro é injusto porque é regressivo e a carga tributária é mal distribuída. Além disso, segundo ele, o seu retorno social é baixo e porque não há cidadania tributária no Brasil.

 

O representante do Sebrae falou mais do papel das pequenas e microempresas na economia nacional. Ele disse que, até junho, 5 milhões de empresas estarão cadastradas no Simples Nacional e, entre elas, mais de 1,1 milhão são de empreendedores individuais.

 

Segundo Bruno Quick, essas empresas são a grande maioria no país e precisam ver mudanças na legislação para conti nuarem no mercado. O presidente da CUT afi rmou que o Brasil tem estrutura tributária complexa, regressiva e injusta, onde os ricos pagam, proporcionalmente, menos impostos que os mais pobres.

 

Entre os pontos defendidos pela CUT para a reforma tributária estão: taxar as grandes fortunas e heranças, desonerar a cesta básica, incenti var a formalização do trabalho, eliminar a guerra fiscal, viabilizar o crescimento com estabilidade de preços, combater a fraude e a sonegação, garanti r recursos para o orçamento da seguridade social, incenti var o investi mento produti vo e combate às aplicações fi nanceiras especulati vas.

 

http://www.jornaldecolombo.com.br/novo/ver.php?id=3919&grupo=15

voltar