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O ciclo da vida financeira

por Gilberto Silva - Economista de Finanças Pessoais
Postado em 26 de Agosto de 2009

 

 

 

O poeta Mario Quintana acertava ao falar sobre o ciclo da vida, e isto se comprova em alguns de seus versos, como:

Eles passarão, eu passarinho”.  E, também: “Fiz um acordo de convivência com o tempo,  nem ele me persegue… nem eu fujo dele."

A teoria do ciclo da vida, de Franco Modigliani baseia-se na idéia de que o consumo de um determinado período não depende da renda corrente, mas da renda auferida ao longo de toda a vida economicamente ativa.

Então, a renda dos indivíduos tende a sofrer flutuações sistemáticas ao longo do tempo. Dessa forma, o comportamento da poupança seria determinado pelo estágio do ciclo da vida em que o individuo se encontra.

A principal motivação é acumular capital, pois, a queda da renda na terceira idade induziria à acumulação prévia desses ativos para financiar um padrão estável de consumo ao longo da vida.

Porém, observamos que a maioria da população brasileira cultua o hábito do curto prazo, sendo o consumismo agora e a poupança mais tarde, se for possível.

Diz mais o poeta Quintana:

“E os jornais sempre proclamam que a situação é crítica!”

Eu escrevo para a Maria de Todo o Dia.

Eu escrevo para o João Cara de Pão.

“Que sempre estão em situação crítica”.

O percentual de endividamento da população preocupa as autoridades monetárias. Um dos motivos é a nossa cultura em relação a lidar com o dinheiro, e a ausência de controle através de orçamento financeiro pessoal e familiar. Existem duas leis maiores a serem observadas. De todo valor recebido, primeiramente, deve separar uma parte para nós mesmos; e gastar sempre menos do que se ganha.

 Isto é planejamento financeiro. Precisamos anotar todas as despesas e ao ajustar o orçamento, geralmente precisamos cortar gastos, sendo que o mais difícil será mudar certos hábitos de consumo, e sempre que possível manter uma reserva na poupança.

A consultoria em finanças pessoais e familiares tem sido uma constante nas atribuições dos economistas, e nas demandas da sociedade. Este profissional, que comemora, em 13 de agosto, o Dia do Economista, é um ser humano capaz de se emocionar sem perder a razão, viver momentos da história, propor mudanças de paradigmas, ter vontade de querer e fazer mais, e acima de tudo, amar sua profissão….

No dizer do poeta é preciso fazer um acordo de convivência com o tempo de vida e os recursos financeiros, para que não seja perseguido, nem precisar fugir deles.

 

Assessoria de imprensa do Corecon/RS

Jornalista Janice Benck

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